WhatsApp WhatsApp - (16) 99770.3072

Moagem de cana da Odebrecht Agro deve crescer 5,5%


 

A Odebrecht Agroindustrial, braço sucroenergético do conglomerado empresarial brasileiro, prevê processamento de 30,7 milhões de toneladas de cana-de-açúcar na safra 2016/17, que se inicia em abril. O volume é 5,5% maior na comparação com o registrado em 2015/16 e supera também a previsão de 29,7 milhões de toneladas feita em dezembro.

 

"Já temos cinco usinas em operação e as demais (nove no total) devem iniciar os trabalhos até a primeira semana de abril", disse ao Broadcast Agro, serviço de notícias em tempo real da Agência Estado, o vice-presidente de Operações em Engenharia da companhia, Celso Ferreira.

 

De acordo com o executivo, a produção de etanol na temporada deve alcançar 2,12 bilhões de litros (+5,5%), dos quais 1,44 bilhão de litros de hidratado e 676 milhões de litros de anidro. No caso do açúcar, a empresa projeta fabricação de 640 mil toneladas, 39% mais na comparação anual.

 

Conforme Ferreira, essa expansão no alimento é resultado das melhores condições climáticas e dos investimentos na unidade Eldorado, em Mato Grosso do Sul. A usina recebeu R$ 550 milhões e teve sua capacidade instalada elevada para 3,5 milhões de toneladas. "Estamos vendo uma produtividade acima do esperado", comentou.

 

Ferreira avaliou ainda que as perspectivas para os preços internacionais do açúcar são positivas pelos próximos dois anos, dado o cenário de déficit do produto. "No caso do etanol, devemos ter uma acomodação nos preços após atingirmos R$ 1,90, R$ 1,95 por litro (na usina). Mas a demanda deve se manter nos mesmos patamares do ano passado", disse.

 

Quantos aos investimentos, a companhia prevê algo em torno de R$ 500 milhões para esta temporada. "Esse montante já está aprovado, e 85% dele será para canavial, como plantio e renovação", disse Ferreira. A Odebrecht Agroindustrial opera nove usinas nos Estados de Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo. A empresa tem capacidade instalada para processar 36,8 milhões de toneladas por safra.

 

Renegociação de dívida

 

Ferreira reafirmou que a empresa ainda não fechou o processo de renegociação de dívidas com bancos e que não há data para o aporte da matriz na sua subsidiária. "As negociações continuam", disse ele. O executivo também informou que "não há nada para declarar neste momento" sobre a possibilidade de ações da Braskem serem dadas como garantia para que a renegociação ocorra.

 

A dívida em atraso da Odebrecht Agroindustrial beira os R$ 10 bilhões. Desde o fim do ano passado, a companhia tenta estender o prazo de pagamento com instituições como Bradesco, Itaú, Santander e Banco do Brasil. Os bancos, por sua vez, dizem que só aceitarão os termos se o conglomerado fizer um aporte no braço sucroenergético – o valor ainda não foi definido. No começo deste mês circularam no mercado informações de que ações da Braskem poderiam ser usadas como garantia para a renegociação.

 

Ferreira disse, ainda, que os desdobramentos da Operação Lava Jato, da Polícia Federal, não afetam as operações da Odebrecht Agroindustrial. "Apesar da turbulência que tivemos no ano passado, esta safra que termina agora mostra que tivemos um salto importantíssimo", afirmou, referindo-se ao processamento de cana 3,5% maior no ciclo 2015/16, que se encerra em 31 de março.

 

Veja também:
Mecanização da colheita de cana
Eixo de caminhão: entenda as diferenças
Terceirização de frota gera economia de até 30% para empresas