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Black River passa a gerir usinas do grupo Ruette


 

A partir de hoje (4), o fundo de private equity Black River assume a gestão do grupo Ruette, após dez meses de negociação para a compra das duas usinas de cana-de-açúcar da companhia. A operação foi finalizada em um montante de R$ 830 milhões, sendo R$ 530 milhões em assunção de dívidas e, os R$ 300 milhões restantes, em aportes na operação.

 

De acordo com o Valor Econômico, para finalização do acordo, os credores deram um desconto médio de 38% (ou R$ 320 milhões) sobre o valor da dívida, que antes totalizava R$ 850 milhões. O passivo renegociado começará a ser pago pela Black River, sem carência, em parcelas semestrais, mas com prazos distintos, de até dez anos, conforme a escolha de cada credor.

 

Uma fonte ouvida pelo Valor Econômico afirmou que, como parte do acordo de negociação das dívidas, o novo dono das usinas colocará R$ 1 para cada R$ 1 de desconto oferecido pelos bancos credores.

 

O acordo prevê ainda a injeção de imediato R$ 200 milhões no caixa, recurso que será usado para manutenções industrial e agrícola e pagamento de fornecedores em atraso. Os R$ 100 milhões remanescentes, conforme acordado, entram até o fim do ciclo 2016/17, que começa em abril.

 

Com a venda das usinas com as dívidas quitadas, a família Ruette saiu do negócio industrial. Por outro lado, continua proprietária dos cerca de 5 mil hectares cultivados com cana em São Paulo e será fornecedora da matéria-prima às usinas agora pertencentes à Black River. Os Ruette e a gestora firmaram um contrato de 21 anos, indexado pelo modelo Consecana- SP. Com ele, estima-se que a família gere uma receita de R$ 3 milhões a R$ 4 milhões por ano, conforme apurou o Valor Econômico.

 

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